terça-feira, 12 de dezembro de 2006

In-vestidas


No grupo contamos com a colaboração de dois graduandos do curso de Estilismo e Moda, também da UEL; André Carriel e Ariane Takagui. Recentemente, ambos dividiram a assinatura do figurino do espétaculo "Foi Tarde", montagem de formatura da sexta turma de Artes Cênicas, com direção de Thais D'Abronzo; inspirado em "A Morta" de Oswald Andrade.


O espetáculo estreou em 24 de Novembro de 2006.


mais infomações no site:



http://www.bonde.com.br/canais/canaisd.php?oper=agenda&materia_id=1666

domingo, 16 de abril de 2006

Luz e Encenação

A luz é um dos elementos teatrais que instigam e sua utilização no espetáculo vai muito além de tornar visível o que está posto em cena, ela tem suas funções, estética, poética, semiológica e dramatúrgica.

A iluminação é um dos elementos teatrais que atualmente tem sido muito valorizado, uma vez que, a partir do pensamento Wagneriando, onde o espetáculo teatral é entendido como uma “obra de arte total”, ou segundo Adolph Appia, “obra de arte viva”, a luz deixa de ser vista apenas como um meio técnico que torna a cena visível ao público, para ser entendida como um dos elementos teatrais que participa na construção de sentido da cena, ou seja, é também um veículo de comunicação e expressão.

A criação e a manipulação da luz é um trabalho técnico, baseado em experimentações, mas também um trabalho poético, uma vez que a luz age na percepção do espectador. A necessidade de se entender a luz enquanto um elemento sensível torna-se importante, uma vez que o “pensar” a luz num espetáculo contribui para a encenação bem como para a Arte Cênica no contexto geral.


Para saber mais leia o artigo: "O claro e o escuro e o escuro de nós mesmos" escrito por karine spuri, integrante grupo porão, no link:

http://www.antaprofana.com.br/materia_atual.asp?mat=253

sábado, 28 de janeiro de 2006

carne rasgada.nervos tortos.osso magoado.

Apresentação e discussão do sólo:
"carne rasgada, nervos tortos, osso magoado" - Luis Carlos Zabel
dia 18 de Fevereiro de 2.006 às 16h
no evento "Dança com Café" no espaço cultural Vila Arte
Rua Saldanha Mainho, 76 Sala 03
Centro - Curitiba/PR

segunda-feira, 24 de outubro de 2005

"Pensamentos despenteados para dias de vendaval. dança mágica depressiva"

Processo em cena.
Pesquisa em performance, a partir de um primeiro contato com a dança Butoh, estudos sobre o Órixa Logun Edé, Androginia, Equilíbrio-desequilíbrio... idéias que dançam... "in" Processo.


Sólo apresentado dia 07/11/2005
UEL/sala 670
D.: Int.II
Concepção: Luis Carlos Zabel.



*Imagem: Untitled rayograph of feather, glass pestle, and sheet of glass, silver gelatin print by Man Ray, 1923

quinta-feira, 20 de outubro de 2005

"um espaço de tempo antes de apagar a luz"


Processo em cena.
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A construção do sólo partiu de experiências pessoais, leitura de textos, sons e imagens; aliados a pesquisa corporal. A busca por descobrir uma dança pessoal, uma expressão pessoal, tornou-se um dos principais caminhos percorridos. Movimento e Improvisação, Fluência e Quebra, Realidade e Alucinação. Dinâmicas diferentes, Espaços diferentes, Vivências diferentes... gestos, sensações, sentimentos, respiração... O desejo como pesquisa, como sensação, como fonte de inspiração... a maçã símbolo da "queda do paraíso", apodrecida pelo tempo, pelo dito, pelo não dito... amarga à boca, intoxicante ao estômago e tão doce ao coração... o desejo de possuí-la e o medo de ser expulso do paraíso... e o que acontece quando o desejo é maior que o medo da morte?
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Sólo apresentado dia 19/10/2005
UEL/sala 670
D.: Int. II
Concepção: Karine Spuri
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(Ele se torna amor. É isso.)

quinta-feira, 16 de junho de 2005

"Nossa Senhora Desatadora de Nós"

"...sentou-se para descansar e em breve fazia de conta que ela era uma mulher azul porque o crepúsculo mais tarde talvez fosse azul, faz de conta que fiava com fios de ouro as sensações, faz de conta que a infância era hoje e prateada de brinquedos, faz de conta que uma veia não se abrira e faz de conta que dela não estava em silêncio alvíssimo escorrendo sangue escarlate, e que ela não estivesse pálida de morte mas isso fazia de conta que estava mesmo de verdade, precisava no meio do faz de conta falar a verdade de pedra opaca para que contrastasse com o faz de conta verde-cintilante, faz de conta que amava e era amada, faz de conta que não precisava de morrer de saudade, faz de conta que estava deitada na palma transparente da mão de Deus, faz de conta que vivia e que não estivesse morrendo pois viver afinal não passava de se aproximar cada vez mais da morte, faz de conta que ela não ficava de braços caídos de perplexidade quando os fios de ouro que fiava se embaraçavam e ela não sabia desfazer o fino fio frio, faz de conta que era sábia bastante para desfazer os nós de corda de marinheiro que lhe atavam os pulsos, faz de conta que tinha um cesto de pérolas só para olhar a cor da lua pois ela era lunar, faz de conta que ela fechasse os olhos e os seres amados surgissem quando abrisse os olhos húmidos de gratidão, faz de conta que tudo o que tinha não era faz de conta, faz de conta que se descontraía o peito e a luz douradíssima e leve a guiava por uma floresta de açudes mudos e de tranquilas mortalidades, faz de conta que ela não era lunar, faz de conta que ela não estava chorando por dentro..."*


O fragmento de "Uma Aprendizagem..." de C. Lispector serviu como estímulo para criação do exercício-sólo de investigação cênica a partir de texto. Gestos, sons e imagens, impressões de Lóry, a ironia de Clarice, fragmentos de sensações, ora opostas, ora complementares, confundiram-se com impressões pessoais e o resultado apresentado foi um exercício de performance, ainda cru, mas aberto a descobertas.
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Exercício cênico realizado em 15/06/2005
UEL/Sala 669
D.: Int.II
Concepção: Karine Spuri

*LISPECTOR, Clarice. Uma aprendizagem ou o livro dos prazeres. p. 49.

segunda-feira, 13 de junho de 2005

exercício acadêmico

"de nós somos apenas metade."
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Exercício de performance, ainda em fase de descobertas... O CAOS: do jogo, da cena, do corpo, da mente, da alma...Trans-forma-ação. Exercício cênico criado na universidade, a partir de estímulos: de um objeto, de uma caminhada, uma sensação; formas, cores e linhas. E milhares de sentimentos... e como dizê-los?
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"e não saber mais nada sobre tudo e o nada e eu apenas me sinto não sentir o gosto não sentir o toque e aquele espaço e aquele choro e aquele sorriso e aquilo no silêncio de tudo que eu sou e não sei se sou porque sou o que não se sabe ser. "
Karine Spuri